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FAQ’s Refa vs Lean

Partilho as respostas que escrevi para as FAQ do site da UNAVE na preparação da divulgação de um curso REFA a leccionar em colaboração entre a DUAL e a UNAVE:

1 – Em que medida é que este curso pode facilitar o percurso profissional de um formando que pretenda exercer a sua actividade num país estrangeiro? E em Portugal? O formando passa a integrar alguma base de dados para emprego?

Em Portugal a formação Refa é especialmente valorizada pelas empresas de origem alemã, ou com ligações à Alemanha, começando também já a ser conhecida e divulgada noutros enquadramentos. Sendo o número anual de novos especialistas formados muito reduzido, a obtenção do grau de Especialista Refa é claramente um factor diferenciador no mercado de trabalho, para candidatos com formação em engenharia ou gestão que pretendam fazer carreia na área da gestão/optimização de processos, engenharia industrial e de processos. O curso constitui também um excelente meio de consolidação de conhecimentos e aquisição de novas metodologias para activos que exerçam a sua actividade nas áreas de gestão e optimização da produção (engenharia de processo e engenharia do produto).

Adicionalmente é com frequência que a CCILA/DUAL é contactada por empresas que pretendem recrutar Engenheiros com formação REFA.

Acresce ainda que o curso REFA da DUAL é reconhecido pela Ordem dos Engenheiros, no âmbito do Sistema de Acreditação da Formação Contínua para Engenheiros (OE+AcCEdE).

A valorização deste curso para trabalho no estrangeiro advém do seu reconhecimento pela Associação Refa Alemã o que implica igualmente o reconhecimento em todos os países onde existem Associações da Refa e ainda (mundialmente) na esmagadora maioria das empresas de origem alemã ou com ligações à Alemanha (ver http://www.refa.de/international/steckbrief-en)

A formação Refa é claramente diferenciadora de outras formações da mesma área devido essencialmente aos seguintes factores:

  1. O formando após as 240h ficará com uma visão integrada do processo produtivo, que lhe permitirá realizar de forma estruturada e sistemática a recolha de dados e a caracterização do processo e das operações produtivas.
  2. A consistência na recolha e validação dos dados de produção permite de forma sustentada e integrada o desenvolvimento de estratégias de melhoria da produtividade, tanto ao nível do posto de trabalho, considerado de forma isolada, como na sequência das operações, tanto numa perspectiva cronológico como espacial.
  • Estas competências transversais permitem que o especialista Refa actue nas mais diversas áreas produtivas (desde a agricultura à indústria automóvel e aeroespacial) e nas mais diversas escalas. O especialista Refa está apto a abordar o processo produtivo e a sua melhoria partindo do posto para a optimização do fluxo, ou inversamente, iniciando a abordagem pela optimização dos fluxos produtivos, “descer” aos postos para garantir nestes a necessária resposta.

2 – Para um formando que já tenha efectuado o curso de Lean, qual a inovação que o presente curso vem trazer? E para a empresa, se a metodologia LEAN já estiver implementada?

A formação Refa fornece uma abordagem diversa, mas complementar da do Lean. Enquanto o Lean tem o seu foco na optimização do desperdício colocando-se na perspectiva da optimização do fluxo, a Refa parte de uma abordagem sistémica ao trabalho fornecendo ferramentas para a caracterização e melhoria dos postos – o foco é colocado no aumento da produtividade não descurando o respeito pela humanização (suportabilidade) das tarefas.

Complementarmente a Refa aborda uma área não tratada pela metodologia Lean, a área da recolha e tratamento de dados de tempo na produção. Estão dentro deste capítulo a recolha de dados para determinação de tempos “standard” para custeio, planeamento e controlo da produção (tempos por peça e por ordem de serviço).

Uma empresa que já tenha implementado a metodologia Lean continua a ter necessidade de determinar e controlar os tempos de processo e de operação, monitorizar o desempenho dos colaboradores, calcular prémios de produção, realizar o custeio de operações, optimizar métodos de trabalho nos postos (individuais ou em grupo), recolher dados para sustentar as acções de melhoria – em todas estas vertentes a Refa fornece as ferramentas necessárias, integradas num edifício metodológico coerente.

3 – Um formando/empregador está indeciso entre os dois cursos. Qual deverá efectuar em primeiro lugar? Ou qual dos dois cursos tem maior aplicabilidade prática?

A aplicabilidade prática da Refa é muito complementar da do Lean. A Refa é uma metodologia muito centrada na recolha e tratamento de dados e tempos na produção, partindo daqui para a caracterização das variáveis que condicionam o tempo e destas para a optimização do processo produtivo. Nesta metodologia dá-se uma grande enfase ao cálculo de custos de produção, bem como à optimização dos processos de trabalho. O Lean, abordando preferencialmente as ineficiências ao nível dos fluxos, complementa a abordagem realizada pela Refa aos postos e às operações.

A abordagem inicial deve ser Refa, se a empresa diagnostica as suas maiores ineficiências ao nível dos processos e das operações e/ou dos métodos de trabalho seguidos pelos seus colaboradores. Inversamente, se uma empresa avalia que as suas maiores ineficiências estão ao nível do fluxo do processo, a abordagem deve começar por ser a do Lean.

Haverá, no entanto, sempre que ter em conta que a metodologia Refa é mais abrangente do que o Lean.

4 – Quais são as entidades que reconhecem o certificado final de curso?  Poderá enviar-nos a digitalização de um certificado para que possa ser colocado na página do curso? (com o nome cortado, claro)

No final do curso é emitido um Certificado pela CCILA/DUAL, através do SIGO.

É igualmente outorgado o título de Especialista REFA, através da emissão de um Certificado pela Associação REFA na Alemanha.

O curso REFA da DUAL é também reconhecido pela Ordem dos Engenheiros, no âmbito do Sistema de Acreditação da Formação Contínua para Engenheiros (OE+AcCEdE).